quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Boca mi buen amigo

Mais um minuto da festa que é o Boca Juniors. Desta vez, uns minutos antes da equipa entrar em campo. E tambem uma amostra da vista do meu lugar para o campo.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

5 dias, 5 noites em Buenos Aires

Quarta feira passada arranquei de manhã para Buenos Aires com o objectivo de visitar os meus amigos que para lá andavam, visitar os que vinham do Chile para lá, e ainda obviamente visitar a cidade uma vez mais, visto que já lá tinha ido uma vez apenas para fazer turismo.
1º dia
Cheguei ao Aeroporto de Ezeiza, em Buenos Aires, cerca das 4 da tarde de quarta feira e segui directamente num Remis, uns taxis mais seguros pois Buenos Aires não é uma cidade totalmente segura, em direcção a casa deles. Chegado a casa deles deparo me com um cenário inesperado. A RTP Internacional está a fazer uma reportagem sobre alguns portugueses a viverem em Buenos Aires, e eles obviamente fizeram parte da reportagem. A reportagem apesar de ser interessante já fartava pois prendia lhes uma data de horas por dia... Por exemplo, punham o Patricio a sair da Universidade com os cadernos de baixo do braço so para fingir para as filmagens que ele ia lá estudar.

Fui muito bem recebido e à boa maneira argentina na primeira noite fizemos uma parrilhada. Uma parrilhada é um churrasco mas com carne argentina e portanto com nacos de carne gigantes. Que Buenos Aires é barato já toda a gente sabe, e por isso nao fiquei especialmente chocado com os preços do supermercado. Depois de algumas quilmes em casa segui com o Nigra, Patricio e Coimbra para uma discoteca enorme, comparada com as do Rio de _Janeiro, chamada Museo. No Museo passava o Peru-Argentina em cerca de 20 ecrãs gigantes. Quando foi golo, a discoteca foi abaixo. A entrada foram 30 pesos, ou 6 euros. "Carissimo" diz o Nigra, habituado a ainda mais barato. Depois dessas discoteca fechar ás 4 da manhã seguimos para outra chamada Asia de Cuba onde se pagou 50 pesos à porta. O Asia de Cuba é a discoteca mais cara de Buenos Aires segundo dizem, mas para mim estava ao nivel da mais barata do Rio de Janeiro.

2º dia

Depois de dormir bastante bem acordei e fui passear por Buenos Aires com o tio Patricio. Saimos e fomos dar umas voltas por Palermo mais para ver lojas e comprar algumas coisas do que para ver sitios culturais. A caminhada a pé serviu sobretudo para ver a vida que Buenos Aires tem. São milhares e milhares de pessoas a andarem a mil à hora por todas as ruas. Parecem formigas a caminharem sem sentido. Após uma longa caminhada voltámos para casa pois vinha ai mais uma noite...

Desta vez só foi o Nigra, Patricio e eu sair à noite. Antes da noite, fomos jantar a Palermo a um restaurante que eles tanto gostam chamado Parrilha 22. Para quem conhece o Alfredo em campolide, é uma especie de Alfredo um bocado mais chique. A seguir a uma bela jantarada veio a minha primeira surpresa em Buenos Aires. Entrámos numa discoteca completamente alternativa que à quinta feira tem um show. A discoteca chamava se Niceto mas às quintas transformava se em Club 69. Não dá para descrever por palavras o que é o show mas dá pa ter uma ideia pelas fotografias. Uma noite completamente diferente e alternativa, mas muito boa!


3º dia

Acordei no sofá da sala na sexta-feira e fui almoçar com o Antonio Botelho e o Manuel Coimbra ali na recoleta. Mais uma vez, dei corda aos sapatos e fiz me ao passeio. Primeiro dar umas voltas na recoleta, perto do famoso cemitério onde está sepultada a Evita Perón, e depois segui para a Calle Florida. A calle Florida deve ser dos sitios com maior densidade populacional do mundo e se nas ruas normais as pessoas andam a mil, na calle Florida andam a cem mil! Por estes lados de Buenos Aires ainda deu para assistir à sempre impressionante dança argentina, o tango! Cansadissimo de tanta caminhada, tive que apanhar um taxi de volta a casa. Seguia-se mais uma noite...





Para esta noite quem veio foi o Penim, o Ricardo, o Coimbra, o Toni e o Max, um americano amigo deles. Antes de seguir para uma discoteca chamada Rumi, tivemos na Praça Serrano a beber umas Quilmes. A Praça Serrano é uma praça cheia de bares e á sexta está cheia de gente.


Seguimos então para a discoteca Rumi. A Maneira mais simples de descrever o Rumi é dizer que é uma especie de Garage com as argentinas mais novinhas e todas bem arranjadinhas. Tocar nelas, nem com os olhos...



4º dia

Sábado acordo com o barulho ensurcedor da campainha de casa deles. Visto que eu é que dormia na sala tive que ser eu a ir abrir a porta... Quando abro a porta lá me aparecem 2 tipos de quem tinha saudades, Jorge e Draka! Abraço depois de abraço sentámo nos na sala para trocar ideias do que andamos a fazer em erasmus. Parece que no Chile, apesar de terem tido algum estudo, tambem há bastante "palhaçada". Fiquei foi impressionado com o cabelo do Draka que já está bastante grande. Faço ideia como é que vai estar quando tiver com eles daqui a um mês...

Saimos de casa para ir dar voltas pela cidade. Seguiu o Nigra, Jorge, Patricio, Draka e eu. Fomos então pela Calle Florida até Puerto Madero, passando pela casa do Presidente da Argentina, a casa Rosada. Foram alguns quilometros a andar e mais uma vez tivemos que voltar de taxi.






Apesar do frio que se fazia sentir, a noite já começava a aquecer e fomos os 9 portugueses jantar ao Parrilla 22. O jantar foi bem bom e mais uma vez, depois de algumas Quilmes, seguimos para uma discoteca. Desta vez era o Krobar. O Krobar era uma discoteca maior que ao Lux, tanto que nem vi toda, e com um som tipo Lux nos seus melhores dias. Entrámos e perdemo nos todos e por isso no fim da noite foi cada um a chegar à sua hora.



5º dia

Chegou o grande dia! Acordei e só pensava na ida ao mitico Bombonera. Mal acordei, ás 2 da tarde, acordei a casa toda para irmos para o estadio. Como alguns demoram mais tempo que outro a arranjarem-se, sai de casa com o Penim, Ricardo e Coimbra e seguimos no autocarro 152 para o Estádio La Bombonera. Já não havia bilhetes para o grande clássico Boca - Independiente e por isso tivemos que confiar na candonga. Fomos para o meio da maior claque do Boca e uma das mais conhecidas do mundo, a La 12. As pessoas que frequentam essa claque são todas chungas e mitras, mas nós estávamos vestidos a rigor.





Curiosidades do Boca: As cores do boca, amarelo e azul, foram escolhidas ha 100 e muitos anos quando os fundadores do clube discutiam as cores do clube, decidiram que seriam as cores da bandeira do primeiro barco que passasse ali ao pé do porto de La Boca. Passou um barco da Suécia e assim ficaram as cores...

Os placares gigantes da coca cola que patrocinam o Boca estão a preto e branco porque encarnado e branco são as cores do rival River.




Durante o jogo foram 90 minutos sempre a cantar e a abanar o braço. Até porque, quem não canta ou não abana o braço depressa leva caldos ou é insultado pelos outros, "eres de river cabrón!!" Enfim... o que dizer desta ida ao bombonera? UMA LOUCURA!

Depois do jogo ainda tive tempo de ir dar um salto ao famoso Caminito.

Tinha que sair de casa às 4 da manhã e por isso alguns esperaram comingo que eu fosse embora... Uma ultima Quilmes numa fantastica estadia em Buenos Aires.
Esta estadia ainda me ensinou mais algumas coisas sobre a crise financeira que se passa em Buenos. Por exemplo, não sabia que havia uma imensa escassez de moedas que tanto jeito dão para os colectivos, autocarros. Aproveitei tambem para densevolver o meu espanhol, que ficou um bocado mais "hermoso"
Obrigado a todos os que me receberam em Buenos Aires. Adorei!
PS: Quem saltou do barco foi o Ribas!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Provas: Primeiras impressões

Sei que parece mentira, mas aqui também se estuda!
Há muito que me pedem para escrever, contar novidades, saber como estavam a correr as coisas, se tava a gostar ou não, etc. No entanto, devido aos inúmeros problemas que foram surgindo e , acima de tudo, à qualidade das descrições feitas pelo resto dos membros do grupo sobre a nossa estadia, não tive opurtunidade/necessidade.
Agora, sinto que devo partilhar convosco um tema que é muito do vosso interesse: Provas brasileiras. Pois é, muito se fala e bastante se questiona sobre o nivel de dificuldade do ensino brasileiro, mas só quem cá está e o confronta é que pode realmente falar sobre esse assunto.
Vou tentar ser breve, relatar o que se passou e o que achei destes meus dois primeiros (e consecutivos) testes. O primeiro foi de Administração de Vendas. Entrei na sala, sentei-me lá no fundo e a primeira coisa que estranhei foi as meses a 5 cm de distância umas das outras. Tudo bem, nada de mais. O professor entra, distribui o enunciado e a suposta folha de ponto que mais não era do que uma folha arrancada de um caderno. Após a distribuição, vejo todos os gajos à minha volta a sacarem dos apontamentos e a metê-los, discarada e literalmente, em cima da mesa e assim foi o resto da prova. Enfim, tranquilidade brasileira.
O segundo foi hoje, Planejamento Estratégico. Entro na aula e para meu espanto, um brasileiro com os olhos altamente esbugalhados, de seu nome Luís Filipe, me pergunta se eu queria fazer dupla com ele. Bom, eu achei aquilo um bocado estranho, mas ele olhava pra mim de uma forma tão agressiva que lá aceitei. Quando dou por mim, a sala estava repleta de duplas, com um barulho ensurdecedor. Enquanto faziamos a prova ,neste ambiente de café, o professor engatava a assistente. Fui fazendo o teste, mandando os meus bitaites sobre a metéria, nunca sabendo se o Luis Filipe, com os seus olhos esbugalhados, admirava a minha inteligência, ou me queria bater com tanta estupidez que eu dizia. Terminada a prova, um "valeu cara" do Luís Filipe pôs fim à dupla maravilha.
Resumindo, após duas provas o que posso dizer é que as aqui não existe aquele clima de tensão pré e pós prova que existe em Portugal, aqui entra-se e sai-se tranquilo como se nada tivesse acontecido. Quanto ao nível de dificuldade, penso que tenho credibilidade pa acreditarem quando digo que ,apesar de todo este ambiente descontraído, as provas não são básicas mas também não são nada que não se faça após um fim de semana em Angra como reis.

Um grande beijinho e um forte abraço de saudade,

Vasco Martins

Rio - Lx - Rio

Este fim de semana estreamo-nos todos em viagens.
Saímos todos do Rio!
Uma vez que uns foram para o reino da Adriana, outros para São Paulo, a minha sorte foi Portugal, the mother land.
Fui a convite do meu Tio Manuel Mello Breyner, para estar presente na sua festa "55years in concert", e fazer uma grande surpresa aos meus pais que estavam na festa.
A viagem como sempre foi uma tortura…dormir, ouvir musica, ler…9horas passadas. Mas cheguei bem e tinha a minha espera no aeroporto as 7 da manha o Lolo e a Matilde.
Enquanto á estadia, foi tranquila, em vez de descansar nestes 4 dias ainda me cansei mais, foi uma correria! Desde almoços com os amigos, matar saudades da namorada e da família, ainda deu tempo para me estrear num simpático jogo de Poker no recinto bons ares e para fazer um treino leve de Motocross
Tenho a agradecer ao meu Tio Manuel, por me ter oferecido esta excelente viajem, e a todos que tiveram comigo estes dias.
Hoje acordamos por volta do meio dia, almoçamos e fomos para a praia. Eu o Pedro, Ribas e Vilela.
Fomos para o posto 9, e como sempre estava completamente lotado! Amanha parece que é o ultimo dia de sol, pois as previsões para o fim de semana são terríveis! Alerta Laranja!! Agora estamos em casa, o Luis já chegou de São Paulo, e vamos seguir para o baixo gávea a seguir ao Jantar...
Abraços e Beijinhos mashi

Ps: Agradeço por todos á Avó Milu (avó do Luis) por ter enviado doces tradicionais de Sintra.

sábado, 6 de setembro de 2008

Sozinhos em casa

A casa está vazia, foi tudo pa Angra. Fiquei cá a receber os meus pais que me visitam por 10 dias.

Tenho ido aos melhores restaurantes e lojas... O meu armário e a minha dispensa estão cheios!

No aquario só resta um peixe...

Estou só eu e o peixe. Sozinhos em casa.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Aqui há peixe

Antes de começar a escrever o quer que seja queria realçar algo que se passou na sexta feira passada e que nos deixou muito satisfeitos. Quase sempre que vamos à praia acabamos sempre jogar um futebol na praia de 6 para 6. Até hoje, as tareias ja tinham sido algumas e por isso deixámos de escrever sobre essa matéria. No entanto, na sexta feira passada, enquanto estávamos sentados tranquilamente na areia, veio um cara ter conosco a perguntar se não queriamos ir jogar futebol. Aceitámos o convite com bastante certeza que iriamos levar mais uma "cabazada". A equipa era composta por Mashi à baliza, eu e Ribas na defesa, Pedro e Wellington (um brasileiro) no meio campo e o artilheiro era o Martins. Foi a primeira vez que jogámos organizados. Os jogos são 10 minutos ou o primeiro a marcar 2. O primeiro jogo ficou 1-1 e teve que ser decidio em penalties. Nessa altura, já com wellington na baliza, ganhamos por 2-1 em penalties e o jogo podia ter acabado antes não fosse um golo bastante polémico que embateu na trave e depois no chão, não havendo total certeza se foi golo.

Depois disso continuámos a varrer equipas durante 4 jogos e fomos embora pois o cansaço ja era algum. No final, o mais velho das equipas adversarias veio nos dar os parabens e disse que ficou incrivelmente surpreendido com o futebol de Portugal. Acabou mesmo por nos convidar para todas as sextas juntarmo nos a eles e jogar. Fim do dia, Portugal 4 - 0 Brasil.

Entretanto o Guga e o Sousa estão cá para finalizar o seu tour pela América Latina. Como já foi relatado pelo Pedro, o fim de semana nao podia mesmo ter sido mais preenchido com a incrivel festa do Rio House Music e com o grande clássico Fla Flu.

Anteontem fui ao Corcovado com eles, coisa que ainda não tinha feito desde que cá estou e que gosto sempre de fazer pois a vista de lá é mesmo espectacular. Do topo de uma das 7 maravilhas do mundo ve se uma enorme maravilha, a Cidade Maravilhosa. Depois disto fomos dar um saltinho à praia visto que o calor anda por ai com uma força de 36º.

Ao fim da tarde fui apanhado de surpresa quando o Ribas entrou pela casa à dentro a dizer que podiamos comprar um bichinho de estimação. Bichinho esse que começou por ser um... furão. O Pedro pôs os phones nos ouvidos e não quis mais ouvir esta conversa de animais! Eu e o Luis até achámos a ideia interessante se bem que o furão não era o melhor dos animais para ter numa casa de Erasmus... Saimos entao de casa em busca de uma loja de animais.

Encontrámos uma mas não muito interessante e acabámos por ir à barra a uma maior. Visto que o furão era uma fortuna, as araras 5500 reais, o tubarão martelo outra fortuna, os coelhos ratos e hamsters tambem ficaram de fora por sujarem tudo, e os cães apesar de espectaculares era um bocado complicado, acabámos por partir para os peixes! Eu fui o primeiro a escolher um peixe e como não tava para grandes complicaçoes fui pelo nome. Acabei por adquirir um Ramirezzi. Achei o nome bastante interessante e nobre, e de facto é o peixe que passeia mais classe pelo aquário. O Luis escolheu um peixe bastante maior que o meu mas muito calmo. O Ribas adquiriu um peixe cor de laranja que é hiperactivo. Como o Mashi e o Pedro não estavam lá tivemos que comprar para eles. O do mashi fui eu que escolhi e por isso escolhi um daqueles que limpa as paredes do aquario, tal como o mashi limpa sempre a casa... Para o Pedro escolhemos um com um ar um bocado mais intelectual. Pelo meio do aquário pusemos uma pedra com uma mensagem para ver se se dão todos bem... "AMAR É VIVER".

Depois de tudo isso nessa mesma noite aparece-nos uma chopada da PUC de direito no meio da praia com bar aberto de cerveja e onde não se pagava nada pa estar na festa... São estas festas que me dão a volta a cabeça e me fazem pensar em que pais e sobretudo em que cidade é que eu estou metido.

Hoje é a ultima noite do Guga e do Sousa cá e como é quinta feira vamos ai dar uma "voltinha". Amanhã arrancamos cedo para Angra para casa da Adriana que nos convidou para ir lá passar o fim de semana. Amanhã tambem é dia da sempre importante aula de Bamboo.



Peixes


Corcovado Guga com o Corcovado atrás



Vista do Corcovado, Lagoa, Ipanema e Leblon



Sousa Pedro e eu à entrada do Rio House Music



RIO HOUSE MUSIC


Chopada de Direito na praia

Peixe do Luis com a pedra Amar é viver por trás

Acabo de escrever isto no segundo em que o Ribas sai da cozinha com os peixes e uma água nova. Chegado à sala, o peixe do Ribas cai no fundo do aquário... Enquanto o meu ficou no lavatório da cozinha a nadar sozinho. O do Luis está por horas tambem. É o fim de alguns peixes. Diz-se aqui por casa que a causa da morte foi a qualidade da água.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

...era porreiro.

Este fim de semana foi passado em grande, com a companhia, desde Sábado, do Sousa e do Guga, que finalizam uma viagem pela América do Sul passando uma semana no Rio com a malta.

Na sexta uma amiga nossa, a Olivia, deu em casa dela um jantar de anos e convidou a comitiva portuguesa toda. Foi um jantar em grande estilo, numa cobertura no Alto Leblon, com piscina no topo e tudo. Conhecemos uma data de malta incluindo um zuca que tinha feito uma viagem enorme pela América do Sul e nos deu imensas dicas para podermos planear a nossa viagem programada para o fim do Erasmus.

De forma a receber as visitas da melhor maneira, planeámos um fim de semana como deve ser para o Sousa e o Guga sendo que os pontos altos foram a festa Rio House Music na Marina da Glória no Sábado e o clássico dos clássicos Fla-Flu no Maracanã no Domingo.

A festa foi incrivel, com bons DJ's, entre os quais Gui Boratto que brilhou. A festa deu-se numa tenda enorme aberta dos lados, com vista sobre a marina, e a chuva torrencial que caiu nessa noite deu um grande ambiente. E foi ao som da chuva e de grandes sons como Beautiful Life que se passou uma noite brutal, a matar saudades das noites de grandes DJ's no Lux e variando um pouco das brasileiradas mais comuns da noite carioca. Escusado será falar no tal rácio já mencionado em posts anteriores. Eram mais que as mães. Chegado a casa por volta das 9 da manhã deitei-me a pensar no quanto me iria custar sair da cama mais tarde para ir ao Maracanã.

À uma lá me consegui levantar, e após reagrupar a malta e almoçar metemo-nos no metro em direcção à estação do Maracanã. A minha vontade de ir ao jogo era zero mas seria um crime faltar ao clássico, ainda por cima sabendo que o próximo apenas chegaria em Fevereiro. Chegados ao estádio começámos a sentir o ambiente de clássico e a vontade e curiosidade de ver o jogo instalaram-se. Entrámos cerca de 40 minutos antes do inicio da partida e a claque do Flamengo já estava em peso nas bancadas. Fomos nos meter exactamente no meio da claque Raça que é considerada "a mais perigosa do Brasil". A verdade é que uma vez la no meio a pessoa esquece-se e entra no ritmo da claque, que não parou de cantar e dançar desde que entrámos até ao fim dos 90 minutos. Sempre com o tambor a ressoar lá atrás acompanhámos o jogo por entre tochas e bandeiras enormes e no meio de uma multidão gigantesca, apertados que nem umas sardinhas. O Flamengo começou a perder com um golaço do Fluminense num remate de primeira ao angulo, mas pouco depois empatou. E houveram festejos. E que festejos. Só sei que no fim apareci umas filas abaixo e a pessoa que estava á minha frente apareceu no meu lugar. Os brasileiros vivem o futebol como nunca vi e cada golo leva o estádio abaixo. Por entre os festejos o cabelo do Ribas ainda pegou fogo com as faiscas lançadas pelas tochas. Aos 21 mins do segundo tempo Mauricio do Flu pega na bola e manda uma baguete do meio da rua metendo a bola junto ao poste e deixando Bruno, o goleiro héroi da torcida do Fla, colado ao chão a tentar defender com os olhos. Eu achei o remate indefensavel mas a torcida discordou. E como quem mete água no Brasileirão passa de bestial a besta em segundos, Bruno foi assobiado pela própria torcida até ao fim do jogo sempre que tocou na bola, qual Simão em Alvalade. O empate a poucos minutos do fim mandou a casa abaixo e o jogo acabou 2-2.

Explicado o ambiente, que é realmente cativante, tenho a dizer que o futebol brasileiro é bastante merdoso, jogado ao ritmo de um jogo treino de qualquer liga europeia, e sem qualquer cultura táctica, com defesas a tentar fintar 3 avançados adversarios na propria área, marcações inexistentes e mil passes falhados. Mas é por entre esta pobreza que se encontram grandes talentos e momentos tais como o meia Everton do Flamengo, ou o remate do 2-1 para o Fluminense. Mas aqui o futebol é o publico, é a festa que fazem os adeptos e a maneira como vibram com tudo o que acontece no jogo, desde a falta ao golo, e nesse aspecto, nunca vi melhor futebol do que o Fla-Flu.

Se todos os fins de semana fossem assim...