quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Provas: Primeiras impressões
Há muito que me pedem para escrever, contar novidades, saber como estavam a correr as coisas, se tava a gostar ou não, etc. No entanto, devido aos inúmeros problemas que foram surgindo e , acima de tudo, à qualidade das descrições feitas pelo resto dos membros do grupo sobre a nossa estadia, não tive opurtunidade/necessidade.
Agora, sinto que devo partilhar convosco um tema que é muito do vosso interesse: Provas brasileiras. Pois é, muito se fala e bastante se questiona sobre o nivel de dificuldade do ensino brasileiro, mas só quem cá está e o confronta é que pode realmente falar sobre esse assunto.
Vou tentar ser breve, relatar o que se passou e o que achei destes meus dois primeiros (e consecutivos) testes. O primeiro foi de Administração de Vendas. Entrei na sala, sentei-me lá no fundo e a primeira coisa que estranhei foi as meses a 5 cm de distância umas das outras. Tudo bem, nada de mais. O professor entra, distribui o enunciado e a suposta folha de ponto que mais não era do que uma folha arrancada de um caderno. Após a distribuição, vejo todos os gajos à minha volta a sacarem dos apontamentos e a metê-los, discarada e literalmente, em cima da mesa e assim foi o resto da prova. Enfim, tranquilidade brasileira.
O segundo foi hoje, Planejamento Estratégico. Entro na aula e para meu espanto, um brasileiro com os olhos altamente esbugalhados, de seu nome Luís Filipe, me pergunta se eu queria fazer dupla com ele. Bom, eu achei aquilo um bocado estranho, mas ele olhava pra mim de uma forma tão agressiva que lá aceitei. Quando dou por mim, a sala estava repleta de duplas, com um barulho ensurdecedor. Enquanto faziamos a prova ,neste ambiente de café, o professor engatava a assistente. Fui fazendo o teste, mandando os meus bitaites sobre a metéria, nunca sabendo se o Luis Filipe, com os seus olhos esbugalhados, admirava a minha inteligência, ou me queria bater com tanta estupidez que eu dizia. Terminada a prova, um "valeu cara" do Luís Filipe pôs fim à dupla maravilha.
Resumindo, após duas provas o que posso dizer é que as aqui não existe aquele clima de tensão pré e pós prova que existe em Portugal, aqui entra-se e sai-se tranquilo como se nada tivesse acontecido. Quanto ao nível de dificuldade, penso que tenho credibilidade pa acreditarem quando digo que ,apesar de todo este ambiente descontraído, as provas não são básicas mas também não são nada que não se faça após um fim de semana em Angra como reis.
Um grande beijinho e um forte abraço de saudade,
Vasco Martins
Rio - Lx - Rio
Saímos todos do Rio!
Uma vez que uns foram para o reino da Adriana, outros para São Paulo, a minha sorte foi Portugal, the mother land.
Fui a convite do meu Tio Manuel Mello Breyner, para estar presente na sua festa "55years in concert", e fazer uma grande surpresa aos meus pais que estavam na festa.
A viagem como sempre foi uma tortura…dormir, ouvir musica, ler…9horas passadas. Mas cheguei bem e tinha a minha espera no aeroporto as 7 da manha o Lolo e a Matilde.
Enquanto á estadia, foi tranquila, em vez de descansar nestes 4 dias ainda me cansei mais, foi uma correria! Desde almoços com os amigos, matar saudades da namorada e da família, ainda deu tempo para me estrear num simpático jogo de Poker no recinto bons ares e para fazer um treino leve de Motocross
Tenho a agradecer ao meu Tio Manuel, por me ter oferecido esta excelente viajem, e a todos que tiveram comigo estes dias.
Hoje acordamos por volta do meio dia, almoçamos e fomos para a praia. Eu o Pedro, Ribas e Vilela.
Fomos para o posto 9, e como sempre estava completamente lotado! Amanha parece que é o ultimo dia de sol, pois as previsões para o fim de semana são terríveis! Alerta Laranja!! Agora estamos em casa, o Luis já chegou de São Paulo, e vamos seguir para o baixo gávea a seguir ao Jantar...
Abraços e Beijinhos mashi
Ps: Agradeço por todos á Avó Milu (avó do Luis) por ter enviado doces tradicionais de Sintra.
sábado, 6 de setembro de 2008
Sozinhos em casa
Tenho ido aos melhores restaurantes e lojas... O meu armário e a minha dispensa estão cheios!
No aquario só resta um peixe...
Estou só eu e o peixe. Sozinhos em casa.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Aqui há peixe
Peixes
Corcovado Guga com o Corcovado atrás
Vista do Corcovado, Lagoa, Ipanema e Leblon
Sousa Pedro e eu à entrada do Rio House Music
RIO HOUSE MUSIC
Chopada de Direito na praia
Peixe do Luis com a pedra Amar é viver por trás
Acabo de escrever isto no segundo em que o Ribas sai da cozinha com os peixes e uma água nova. Chegado à sala, o peixe do Ribas cai no fundo do aquário... Enquanto o meu ficou no lavatório da cozinha a nadar sozinho. O do Luis está por horas tambem. É o fim de alguns peixes. Diz-se aqui por casa que a causa da morte foi a qualidade da água.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
...era porreiro.
Na sexta uma amiga nossa, a Olivia, deu em casa dela um jantar de anos e convidou a comitiva portuguesa toda. Foi um jantar em grande estilo, numa cobertura no Alto Leblon, com piscina no topo e tudo. Conhecemos uma data de malta incluindo um zuca que tinha feito uma viagem enorme pela América do Sul e nos deu imensas dicas para podermos planear a nossa viagem programada para o fim do Erasmus.
De forma a receber as visitas da melhor maneira, planeámos um fim de semana como deve ser para o Sousa e o Guga sendo que os pontos altos foram a festa Rio House Music na Marina da Glória no Sábado e o clássico dos clássicos Fla-Flu no Maracanã no Domingo.
A festa foi incrivel, com bons DJ's, entre os quais Gui Boratto que brilhou. A festa deu-se numa tenda enorme aberta dos lados, com vista sobre a marina, e a chuva torrencial que caiu nessa noite deu um grande ambiente. E foi ao som da chuva e de grandes sons como Beautiful Life que se passou uma noite brutal, a matar saudades das noites de grandes DJ's no Lux e variando um pouco das brasileiradas mais comuns da noite carioca. Escusado será falar no tal rácio já mencionado em posts anteriores. Eram mais que as mães. Chegado a casa por volta das 9 da manhã deitei-me a pensar no quanto me iria custar sair da cama mais tarde para ir ao Maracanã.
À uma lá me consegui levantar, e após reagrupar a malta e almoçar metemo-nos no metro em direcção à estação do Maracanã. A minha vontade de ir ao jogo era zero mas seria um crime faltar ao clássico, ainda por cima sabendo que o próximo apenas chegaria em Fevereiro. Chegados ao estádio começámos a sentir o ambiente de clássico e a vontade e curiosidade de ver o jogo instalaram-se. Entrámos cerca de 40 minutos antes do inicio da partida e a claque do Flamengo já estava em peso nas bancadas. Fomos nos meter exactamente no meio da claque Raça que é considerada "a mais perigosa do Brasil". A verdade é que uma vez la no meio a pessoa esquece-se e entra no ritmo da claque, que não parou de cantar e dançar desde que entrámos até ao fim dos 90 minutos. Sempre com o tambor a ressoar lá atrás acompanhámos o jogo por entre tochas e bandeiras enormes e no meio de uma multidão gigantesca, apertados que nem umas sardinhas. O Flamengo começou a perder com um golaço do Fluminense num remate de primeira ao angulo, mas pouco depois empatou. E houveram festejos. E que festejos. Só sei que no fim apareci umas filas abaixo e a pessoa que estava á minha frente apareceu no meu lugar. Os brasileiros vivem o futebol como nunca vi e cada golo leva o estádio abaixo. Por entre os festejos o cabelo do Ribas ainda pegou fogo com as faiscas lançadas pelas tochas. Aos 21 mins do segundo tempo Mauricio do Flu pega na bola e manda uma baguete do meio da rua metendo a bola junto ao poste e deixando Bruno, o goleiro héroi da torcida do Fla, colado ao chão a tentar defender com os olhos. Eu achei o remate indefensavel mas a torcida discordou. E como quem mete água no Brasileirão passa de bestial a besta em segundos, Bruno foi assobiado pela própria torcida até ao fim do jogo sempre que tocou na bola, qual Simão em Alvalade. O empate a poucos minutos do fim mandou a casa abaixo e o jogo acabou 2-2.
Explicado o ambiente, que é realmente cativante, tenho a dizer que o futebol brasileiro é bastante merdoso, jogado ao ritmo de um jogo treino de qualquer liga europeia, e sem qualquer cultura táctica, com defesas a tentar fintar 3 avançados adversarios na propria área, marcações inexistentes e mil passes falhados. Mas é por entre esta pobreza que se encontram grandes talentos e momentos tais como o meia Everton do Flamengo, ou o remate do 2-1 para o Fluminense. Mas aqui o futebol é o publico, é a festa que fazem os adeptos e a maneira como vibram com tudo o que acontece no jogo, desde a falta ao golo, e nesse aspecto, nunca vi melhor futebol do que o Fla-Flu.
Se todos os fins de semana fossem assim...
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Rio de Janeiro, 28 de Agosto de 2008
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Rio de Janeiro, um momento

Quase todas as manhãs saio mais cedo na minha bicicleta nova e mais uma vez para la vou e por lá passo..
Não sei bem explicar o porquê de me sentir tão bem por lá, é como ir a Roma e gostar de me sentar na Piazza di Spagna, pura e simplesmente gosta-se. Há espaços assim, são espaços de estada que, como o nome indica, servem para estar, e respirar um bocado de cidade e observar o que as pessoas fazem e a maneira como atravessam esse espaço, ou como param 2 minutos para tambem disfrutar um bocado.
O calçadão começa numa ponta de copacabana e acaba na ponta do Leblon (ou ao contrário) delineando toda a faoxa de praia de Copacabana, Arpoador, Ipanema e Leblon. Inclui uma ciclovia e módulos de pequenos bares de praia que se vão repetindo pelos aproximadamente 8 Km de calçada. A zona entre Ipanema e Arpoador é a que contém a maior parte dessa magia que eu não sei explicar.
Neste filme que vi (uma história de amor entre um favelado e uma carioca rica) vi de novo estes espaços, os bares e as cadeiras exactamente como elas são, o movimento, as pessoas, os vendedores, o calçadão, a praia e as ondas, mas agora, tudo a ser posto num pedestal, num ecrãn de cinema.
Foi uma coincidência engraçada. No momento em que começava a teorizar sobre este espaço, aparece-me o próprio num ecrãn de cinema, tal e qual como ele é. Afinal houve mais alguém que se apercebeu da sua magnificência.

Normalmente saio e faço todo o calçadão, só paro aí nessa zona, entre os postos 9 e 7. Estamos por cá no inverno mas tem estado dias de verão então mesmo que sejam 9 da manhã a praia tem muita gente, e a ciclovia muitas bicicletas. Vou dar um mergulho normalmente e apanhar um bocado de sol, o povo mais bonito do Rio está todos os dias a manter o bronze... bebo uma agua de côco tem la umas barraquinhas de massagens..
...e isto tudo a 2 minutos do centro de movimento da cidade (zona Sul)! Será que existe uma coisa assim em outro lugar do mundo? Acho pouco provavel, pelo menos com esta escala, o Rio deve estar no Top das maiores cidades do mundo e quantas dessas são perto do mar? e as que são perto do mar será que tem praia com esta qualidade? mesmo que tenham... será que o povo que as habita é tão propicio a praia, sol e desporto como o povo carioca? Acho que não.
O Rio é o melhor sitio de sempre para estar? Acho que é.
Abraços